Notas sobre a vida

Pequenas notas sobre uma vida simples

Categoria: desafio

Ele disse

Ela quase havia dito. Não dissera. Amor era uma palavra que ela não gostaria de pronunciar embora sentisse que estava prestes a dizer. Sentia que a cada dia aquilo crescia dentro de si de modo que não conseguia mais segurar.

Uma noite estavam assistindo filme abraçados e ele disse. Quando ela menos esperava ele disse: “Amor(…)”. Ela fingiu não ter ouvido, mas não conseguia disfarçar aquele sorriso bobo. Parecia estar novamente com 16 anos. E estava. Seu coração era novinho em folha e os sentimentos pareciam cada vez mais novidade.

Ela sentia que finalmente estava conseguindo penetrar naquele outro coração. Na verdade ela já estava mais lá dentro do que imaginava, mas ele era muito resistente. Custava a se entregar, com medo de sofrer. Mas agora ela o sentia mais próximo. Mesmo antes dele ter dito.

Tão bom dormir sendo abraçada e acordar com beijos, pensava. Estava apaixonada. E tonta de felicidade.

 

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Que seja doce

Já já bate a porta o ano novo.

Está quase na hora. E o que dizer do ano velho?

Foi bom, foi ruim, assim assim…

Vivemos coisas boas, coisas alegres que nos fizeram desfrutar de momentos incríveis junto de pessoas que amamos.

Vivemos coisas nem tão boas, mas que com certeza teve seu lado positivo também, afinal ninguém sai sem levar nada das vivências…

Assim assim…

Posso dizer com certeza de que meu ano foi bom sim. Vivi muita coisa ruim e desagradável, mas as alegrias que tive acredito que superam os maus momentos. (E mesmo que não fosse assim, prefiro acreditar que foi, prefiro levar uma lembrança otimista do ano que se finda)

Tão bom olhar pra trás e pensar “poxa, mesmo com tudo de ruim, ainda foi tão bom…”

O melhor que fica de 2010 pra mim com toda certeza são as pessoas especiais que conheci. Pessoalmente, virtualmente. Gente que me tocou de alguma forma, em algum momento, ou o tempo todo… Gente que esteve comigo nas horas em que mais precisei de alguém.

Obrigada. Obrigada a todas as pessoas que conheci, em especial as da “virtual life” que em nenhum momento foram menos importantes que as da real life.

Que estejam todos comigo no ano novo. Queria citar o nome de todos, mas com certeza estarei deixando alguém de fora então prefiro evitar. Mas todo mundo sabe o lugar que ocupa em meu coração.

E independente do número de recados trocados, de menções ou visitas virtuais, saibam que todos tiveram sua importância na minha vida em 2010.

Um beijo grande e conto com todos em 2011.

Feliz ano novo. E que seja doce.

 

Silada

Que coisa… Mais uma vez você sabe que está entrando na maior furada da sua vida e quanto mais se dá conta disso, mais e mais o perigo te atrai. Você sempre acha que pode parar quando quiser, que não vai se apaixonar, que tem tudo sob controle. Você quer acreditar nisso, você precisa acreditar nisso. E por um certo tempo você até acredita mesmo, mas de repente você percebe que não é nada disso. Que você está completamente entregue e que vai sofrer, se ferir e chorar até seus olhos incharem.

E quando você se dá conta, já não tem nada mais a fazer a não ser, viver aquilo, torcendo para que dure para sempre, até que a primeira briga os separe. Nossa, que visão mais pessimista não é mesmo? É… talvez seja mesmo, mas acontece que depois de tantas vezes passando por isso, a gente passa a temer mais, porém não a ponto de evitar, de manter-se longe, de afastar-se enquanto há tempo. E sofre tudo de novo. E jura que será a última vez, que nunca mais vai se apaixonar assim, que agora aprendeu a lição. Que isso, que aquilo…

Qual nada! Você continuará igualzinha, sem tirar nem por. A mesma ingenuidade, a mesma crença de que não é ingênua, de que superou e blá, blá, blá…

E o que é que se pode fazer? Como já disse o poeta,”quando chega a paixão, justamente a razão é a primeira a ceder.” O negócio é esse aí mesmo… Cair e levantar. Apaixonar e desapaixonar, sorrir e chorar. É a tênue linha entre amor e ódio. Duas caras da mesma moeda. O negócio é viver, e viver por inteiro, porque o tempo passa e não volta. E é melhor arrepender-se de ter vivido do que não ter tido coragem para se arriscar. Isso sim é que dói.